Outro Tipo de Collider

Postado por Luis Calil

Nova música do Radiohead!

O som que você ouviu agora – o de 30 mil garotinhas gritando alucinadamente – veio de mim. A canção chama “Super Collider” – e logo hoje que eu postei as fotos do LHC. Coincidência?

Pelo visto é uma balada de piano, mas dizem que tocaram a mesma música numa passagem de som com a banda toda. O que é uma boa idéia, considerando o que virou “Last Flowers”. Essa nova soa linda, a melodia principal do piano parecendo uma mistura de Sigur Ros com a trilha sonora de Primer. E adorei o jeito que ele canta “super colliiiiideeeer”.

Thom Yorke e o Jonny Greenwood também soltaram um vídeo de um cover acústico de “The Rip”, do disco novo do Portishead:

Agradável, mas a graça dessa música é justamente o que insinua o título: a ruptura que acontece bem no meio, transformando uma balada leve e bucólica numa propulsiva viagem interplanetária, o violão virando um teclado distorcido e a batida motorik entrando pra acelerar a espaçonave.

Eu quero ver eles tocando essa com a banda toda também. O grito das 30 mil garotinhas será ensurdecedor.

Clique aqui para baixar uma versão de Mp3 de “Super Collider”.

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5 Comentários

Arquivado em Música

5 Respostas para “Outro Tipo de Collider

  1. Wanderson

    30.001 garotinhas gritando alucinadamente.

    sobre a The Rip:

    EU TOU GRITANDO ALUCINADAMENTE!!!
    AAHhHhhhhhHHHHHH

    Um violão bem tocado faz toda a diferença!! Não há trastejamentos para eriçar meus pelinhos, tá tudo muito lindo. Jonny, te amamos.

  2. Eu ouvi vários “trastejamentos”. Eu ouvi até um carrinho de compras passando no fundo.

  3. Wanderson

    Mas nem se compara com os trastejamentos da versão final de estúdio do Portishead; eu fiquei atônito quando ouvi, e até pensei que não era a versão final etc.
    Nessa apresentação, http://youtube.com/watch?v=33eYmX_KFAU , o violão é tocado bem mais belamente do que na versão de estúdio. Eu fico puto, como é que podem ter deixado passar uma merda daquela pro álbum? Acho que se empolgaram tanto com o dedilhado – que é bonito – que esqueceram de aguçar a técnica. Só pode ter sido isso. Inclusive eu fiquei feliz ao ver no youtube mais pessoas reclamando das habilidades do violonista, mostrando que isso não é só coisa da minha cabeça. É justamente o que te falei do filme do Glauber Rocha: dá a impressão que fizeram tudo em um take, sem tentar melhorar etc. De qualquer forma, você abriu meus olhos e agora gosto do álbum. (E confesso que The Rip é provavelmente a melhor)

  4. Dá pra argumentar que a crueza do take daquele violão realça a dicotomia: o velho soa mais velho e fraco, o novo soa mais novo e perfeito.

    Mas eu nem tinha notado que tava tão horrível assim até você apontar, e mesmo assim eu mal reparo.

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