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A Origem Da Conquista Do Planeta Dos Macacos Também Se Levanta

Postado por Rodrigo Pinder

O título original de Planeta dos Macacos: A Origem é Rise of the Planet of the Apes, similar a G.I. Joe: The Rise of Cobra, aqui chamado de A Origem de Cobra, ou quiçá o próximo filme de Christopher Nolan, The Dark Knight Rises, mas definitivamente não como o filme anterior de Christopher Nolan, A Origem. Seria concebível alguém enxergar um padrão aí, talvez um serial killer que decifrou uma mensagem nesse padrão depois de uma maratona de Fringe e decidiu se fantasiar de macaco e matar o John Lightgow, que além de estar em Planeta também participou da série Third Rock From The Sun com Joseph-Gordon Levitt, que por sua vez está em A OrigemRise of Cobra e The Dark Knight Rises. Hello. Is this on?

Oi. Por motivos entediantes demais pra comentar, faz mais de um ano que eu não escrevo aqui. Decidi voltar em fluxo de consciência seguindo o “raciocínio” mais imbecil que consegui pensar porque eu escolhi falar de um filme de ação com pretensões sci-fi que não faz o menor sentido. Não me entendam mal, Planeta dos Macacos: A Origem é um bom filme e tem grandes momentos. E, claro, 100% deles envolvem macacos. O problema, como já se suspeitava desde o trailer, é o quociente Homo Sapiens, que parece ter sido definhado de propósito, como se torna-lo psicologicamente bidimensional deixasse os macacos mais verossímeis como criaturas visualmente tridimensionais, ou algo assim. Acompanhem-me enquanto eu tento explicar o que diabos eu estou dizendo, se é que eu ainda me lembro como se usa isso aqui.

KEEP WALKING>

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Jogos, Trapaças e Amor Fraterno

Postado por Rodrigo Pinder

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As pessoas deviam dar mais atenção a Rian Johnson. Ele está fazendo coisas raras no Cinema. São raras, por exemplo, as ocasiões em que você pode usar o termo “pastiche” com uma conotação positiva. Mesmo o imitador mais bem-sucedido do mundo (Tarantino) é ocasionalmente acusado de superficialidade. Nesse espectro, Johnson parece disposto a fazer carreira de exceções que provam a regra. Brick, o longa de estréia do diretor (lançado direto em DVD no Brasil com o título A Ponta de um Crime[1]) atiçou o circuito indie assim que apareceu em Sundance.

Trata-se de uma obra singular, que utiliza uma das premissas mais básicas da ficção (a investigação de um crime) para criar um drama complexo, injetando uma atmosfera noir e riffs de histórias de gangsters e detetives em um ambiente de filme colegial. A combinação a priori pode soar ridícula, mas a genialidade está justamente em mostrar o quanto os clichês de ambos os gêneros são parecidos: manipulação, um herói proscrito, violência, valentões, femme fatales, etc. Podia ter dado errado, mas funcionou porque a direção confiante acertou o tom exato entre sátira e seriedade.

Foi o suficiente para que seu segundo projeto contasse com um orçamento aproximadamente 40 vezes maior e dois Academy Award Winners® no elenco. The Brothers Bloom (lançado no Brasil com o título Vigaristas [2]) pode não ser tão original quanto Brick; a montagem e a trilha criam um clima vívido e amigável para o público (ocasionalmente evocando bastante o estilo de Wes Anderson), mas acessibilidade não é necessariamente uma característica ruim. Brick é talvez uma expressão mais pura da arte do autor, mas Bloom é simplesmente mais rico e divertido, além de discutivelmente mais maduro.

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A Arte De Arruinar A Diversão Alheia

Postado por Rodrigo Pinder

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Como este será um post informal (i.e. inútil), valerei-me da velha técnica de começar com uma anedota para ganhar simpatia.

Eu devia ter uns 13 ou 14 anos quando fui ao cinema ver Anjo Malvado (aquele onde o primo do Frodo, Macaulay Culkin, é um anjo malvado). O filme abre com um jogo de futebol colegial (meados de 90 foi a época em que o soccer começou a ficar semi-popular nos EUA) e, como esperado, alguém faz um gol. Nesse momento, um homem sentado no fundão da sala se levantou e gritou GOOOOOOOOL! com toda força de seus pulmões. Todo mundo riu. Foi a melhor parte do filme. E o cara não abriu mais a boca até o final.

Esse momento ficou gravado na minha memória mais do que o próprio filme [1], evidência de que esse tipo de manifestação inspirada é raríssimo.

As verbalizações mais freqüentes são invariavelmente inúteis e quase certamente incômodas, a sala de cinema tratada como a sala da casa da mãe no almoço de Domingo. Isso faz meu sangue ferver. Eu entenderia se alguém gritasse “fogo” ou “estupro”, ou algo do tipo. Nesses casos hipotéticos eu até apoiaria interromper a projeção e acender as luzes. Mas esses casos hipotéticos nunca aconteceram em nenhuma das sessões em que estive. Papo furado, no entanto, sempre foi quase certeza.

Decidido a fazer alguma coisa, embarquei em uma pesquisa antropológica onde defini os conceitos básicos da Arte De Arruinar A Diversão Alheia (ou ADAADA, porque eu gosto de palíndromos). A mais importante descoberta foi que, apesar da espontaneidade e do improviso serem inerentes à pratica desse hábito, é possível definir sete grupos que compartilham certos padrões de comportamento. Conheça-os após o jump.

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Esperei o DVD: Pr&$$@910

Postado por Rodrigo Pinder

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Todo mudo já viu esse, certo? Não preciso colocar um aviso de SPOILER aqui, preciso?

Bom, talvez eu precise. Talvez o que é óbvio para mim não seja tão óbvio para outras pessoas. Talvez exista um propósito no universo, um Objetivo Maior, um Plano Inefável. Ou talvez a vida seja apenas uma série de acontecimentos randômicos, porém inevitáveis. De onde viemos? Para onde vamos? Por que eu sou obrigado a compartilhar das músicas ruins que meus vizinhos ouvem?

Estas são as questões fundamentais da existência humana, e uma dramatização envolvendo um cético deparando-se com uma prova inegável de presciência sobrenatural poderia ser um jeito intrigante de explorá-las, mas os três roteiristas deste filme aparentemente estão mais preocupados com (a) catástrofes, (b) terror fantasmagórico e (c) Nicholas Cage correndo e/ou gritando com pessoas.

Os apologistas de Dark City vão ter que me desculpar, mas Alex Proyas nunca teve muita sensibilidade para lidar com roteiros. Não dava pra esperar que ele tivesse, por exemplo, os cojones de cortar o que é provavelmente o prólogo mais dramaticamente inútil de todos os tempos, ou exigir uma revisão no segundo ato, prolongando a descoberta e criando suspense através da ambiguidade. Como não há espaço para dúvidas e logo fica claro que as previsões são à prova de balas, a tensão é natimorta, a duração um mero capricho e cada obstáculo um exercício de futilidade.

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Advogado do Diabo: A Ingrata Tarefa de Defender Anticristo

Postado por Rodrigo Pinder

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Nenhum filme fez mais barulho em Cannes do que Anticristo, inclusive no senso literal: risos e gemidos incrédulos durante os momentos mais chocantes da projeção foram um mero prelúdio para a trilha cacofônica de aplausos e vaias (as vaias venceram) que acompanhou os créditos finais. Críticos estupefatos imediatamente condenaram-no como ofensivo, questionando sua presença entre a seleção oficial do festival; alguns ficaram especialmente indignados ao descobrir que Lars Von Trier dedicara um filme contendo mutilação genital explícita a Andrei Tarkovsky.

A fogueira estava acesa, e o júri ecumênico (cuja função habitual é premiar um filme que promova “valores espirituais e humanistas”) se sentiu na obrigação de despejar mais lenha, desdobrando uma manobra agressiva: Anticristo recebeu um Antiprêmio (lol), por sua “visão misógina.” O júri de verdade, por sua vez, indicou-o à Palma de Ouro e premiou Charlotte Gainsbourg por sua (corajosa, assustadora) atuação. A verdade é que o filme estava fadado a provocar controvérsias e reações radicais do tipo ame-ou-odeie desde sua concepção.

Quando lidando com uma obra extremamente pessoal e totalmente destituída de convenções de gênero (apesar de vendida como “terror”), é difícil tentar impor uma síntese dialética à sua recepção e chegar a um consenso do tipo “fãs de isso e aquilo vão gostar.” Sua apreciação vai depender muito do quanto você se sintonizar com a sensibilidade bizarra do filme. Mas isso não funciona para a mídia, que trabalha com rótulos de caracteres limitados. Afinal, seria Anticristo uma bomba, uma piada, uma obra-prima ou o quê?

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Trailerama: Quem Vigia O Batman Do Futuro?

Postado por Rodrigo Pinder

A seguir, duas amostras antagônicas do que esperar nos cinemas daqui a aproximadamente um ano:

Watchmen: Quando foi anunciado que a adaptação cinematográfica da graphic novel mais aclamada de todos os tempos – notória por sua complexidade temática, sua maturidade e seu tom frio, realista e sarcástico – seria deixada nas mãos do diretor de 300, uma dúvida pertinente surgiu na cabeça dos admiradores da obra de Alan Moore: será que Zack Snyder, cuja sensibilidade aparentemente se equipara à de um moleque de 14 anos, teria a capacidade de sequer entender o tom de Watchmen, quanto mais de reproduzi-lo em um filme?

O trailer parece confirmar o que já era um tanto previsível: como em 300, há uma preocupação obstinada com a reprodução exata de certos quadros icônicos da HQ. E, como em 300, a coisa toda é visualmente histérica e artificial. A diferença é que Os 300 de Esparta já era uma minissérie bastante adolescente e estilizada, então as frescuras visuais do Sr. Snyder acabaram servindo como uma luva na versão cinematográfica. Watchmen, por outro lado, pedia um mise en scène naturalista, cru e sombrio, algo similar ao que Christopher Nolan acabou de fazer em O Cavaleiro das Trevas.

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Review: Batman – O Cavaleiro das Trevas

Postado por Rodrigo Pinder

Filmes de super-heróis costumam funcionar em um nível inversamente proporcional ao quanto se levam a sério. Homem-Aranha foi um sucesso de público e crítica principalmente porque manteve o clima juvenil e novelesco das histórias clássicas de Stan Lee, filtro dramático que ajudou as platéias contemporâneas – acostumadas a enxergar as coisas através das lentes do cinismo – a abstrair a absurdez do conceito e realmente se importar com os problemas românticos e familiares de Peter Parker.

No outro extremo mora o Hulk de Ang Lee, über-sisudo e consensualmente avaliado como uma obra artisticamente ambiciosa e irremediavelmente falha (apesar de ter seus defensores). O público teve dificuldade em levar o drama a sério ao mesmo tempo em que ficou exasperado com os artifícios de montagem, que acabaram servindo principalmente para disfarçar o fato de que em geral não havia muita coisa acontecendo ali.

Batman Begins foi talvez o primeiro exemplo do gênero que conseguiu ser realmente bem-sucedido buscando uma sobriedade naturalista, conseqüência de uma preocupação em levar a própria idéia do Batman – um herói sem poderes que se vale da tecnologia para combater o crime – às últimas conseqüências, vestindo o conceito de um realismo cru que não podia estar mais distante da fantasia gótica de Tim Burton.

Além da platéia não ter que engolir aranhas radioativas, mutações ou monstros esverdeados, todos os detalhes extranormais foram cuidadosamente justificados num nível obsessivo-compulsivo, processo extremamente facilitado pela era de aceleração tecnológica em que vivemos – a maioria dos bat-equipamentos corre o risco de deixar de ser ficção científica num futuro próximo.

Batman – O Cavaleiro das Trevas traz tudo isso de volta, acrescentando de quebra algo que faltou em Begins: um roteiro realmente bom, cortesia de Jonathan Nolan, invariavelmente colaborador nos melhores filmes de seu irmão Christopher (Amnésia, O Grande Truque). Desenvolvendo uma história de Chris e David S. Goyer (responsável pela franquia Blade), Jonathan se tornou o principal responsável pelo filme de super-heróis mais tematicamente complexo de todos os tempos. Não é à toa que críticos o estão comparando a dramas policiais como Fogo Contra Fogo.

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A Face Não-Tão Oculta De William Peter Blatty

Postado por Rodrigo Pinder

O Discreto Blog da Burguesia pede paciência a seus passageiros enquanto enveredamos por caminhos insólitos. Em breve voltaremos à nossa programação normal, mas, por hora, acompanhem-nos em uma incursão ao passado-não-tão-distante:

À sua direita vocês podem observar a prole dos baby boomers espatifando o Muro de Berlim, abrindo caminho para a hegemonia do capitalismo. À sua esquerda, yuppies regozijam-se no materialismo enquanto uma pletora de artistas americanos levanta fundos para ajudar a Etiópia; Nós Somos O Mundo, aparentemente. Um pouco à frente da parábola descrita pela ascensão e queda da música Disco, hippies hedonistas profetizam a Era de Aquário. Mais adiante, pegadas humanas são impressas no solo arenoso do satélite solitário de nosso planeta. Peças de roupa íntima feminina são incineradas.

Deixemos tudo isso para trás, no entanto. Avançando além dos destroços da Guerra do Vietnã, encontramos um romancista que teve a chance de apostar em uma carreira literária graças aos $10.000 ganhos em um game show, iniciou sua participação no cinema escrevendo roteiros para comédias de Blake Edwards e se consagrou com um dos filmes de terror mais famosos de todos os tempos.

William Peter Blatty é o dono da mente doentia por trás de “O Exorcista”, sendo responsável tanto pelo livro quanto pelo roteiro oscarizado do filme de William Friedkin. A história da menina possuída pelo demônio Pazuzu, já há muito tempo incrustada no cânone da ficção religiosa, obviamente dispensa apresentações. O pecado que muitos cinéfilos cometem, todavia, é ignorar o talento singular de Blatty como diretor – o que é compreensível: ele só dirigiu dois filmes, um bastante obscuro e outro infelizmente enfastiado pelo estigma de seqüência-inferior-ao-original.

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Fique Esperto: Agente 86 Traz Piadas, Ação, Déjà Vu

Postado por Rodrigo Pinder

Devo confessar que minhas memórias da série de TV são consideravelmente turvas, limitando-se em geral à icônica abertura, além de alguns momentos isolados (dos quais boa parte corre o risco de ser fruto da minha imaginação). Mas o pouco de que eu consigo me lembrar com clareza se parece com uma sitcom onde a sátira de espionagem é quase incidental, uma comédia onde o humor é extraído principalmente da interação entre os personagens. Na busca por um lugar ao sol entre o Mínimo Denominador Comum do Verão Americano – onde os filmes com alguma ambição de um amplo lançamento aparentemente devem conter algo para agradar cada nicho demográfico existente – a versão cinematográfica procura equilibrar os dois elementos enquanto faz malabarismo com uma mais-que-generosa dose de ação e uma dolorosamente obrigatória pitada de romance, atingindo um resultado levemente caótico e curiosamente agradável, como um gaspacho à portuguesa.

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Criticando Críticas: “Ser ou não ser… nunca serão!” (e a tabelinha de 20/06)

Postado por Rodrigo Pinder

“Alas, poor Zero-Meia!”

Tinha que acontecer, mais cedo ou mais tarde: Wagner Moura é Hamlet. Um Hamlet “debochado”, como declara o próprio ator em entrevista ao Jornal da Globo (assistam ao vídeo no G1). “Um Hamlet diferente, um dinamarquês meio à baiana”, acrescenta o repórter Renato Biazzi. É óbvio que a imprensa brasileira, em sua infinita relevância, não poderia evitar comparações entre o protagonista da peça de Shakespeare e o personagem que alavancou a carreira de Moura: “O que eles têm em comum é a dúvida sobre si mesmos, a angústia e um ator brasileiro, Wagner Moura, que da podridão do morro vai agora à podridão do reino da Dinamarca”. Dúvidas e angústia, por acaso, é o que ambos têm em comum com 99,74% dos personagens já criados na História do Drama, seja em romances, peças, filmes, gibis, séries de TV ou reality shows, o que abre caminho para que jornalistas continuem comparando o Capitão Nascimento a todos os personagens interpretados pelo ator, até o Fim dos Tempos.

Por falar em Fim dos Tempos, a estréia da peça ilustra a capa do Guia da Folha desta semana (de onde confesso ter escaneado a foto de Wagner Moura utilizada na espetacular montagem acima), que traz, como sempre, a tradicional tabelinha. Eu sei, eu sei. Eu também não sou nenhum exemplo de relevância. Prometo que quando tiver tempo e disposição falarei sobre coisas realmente importantes; por hora, fiquem com as últimas macacadas dos críticos da Folha de São Paulo:

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Criticando Críticas: Guia da Folha e a Tabelinha do Cinema (13/06/08)

Postado por Rodrigo Pinder

O Guia da Folha é um suplemento semanal da Folha de SP, que traz, segundo eles mesmos, “o roteiro mais completo de São Paulo”. Bem útil, se você tem dinheiro pra gastar – toda Sexta-Feira o leitor é informado sobre o que são supostamente as alternativas mais interessantes em termos de cinema, teatro, passeios, shows, concertos, exposições, restaurantes, bares, baladas, etc.

A edição da semana passada (com 128 páginas!) comemora o centenário da imigração japonesa. Ilustrada por uma bela capa com ideogramas pintados por Tomie Ohtake, o guia traz diversas dicas para os amantes da cultura nipônica: restaurantes (100 restaurantes, mais precisamente), rodízios, uma “cerimônia do chá”, karaokês, exposições e, talvez o mais interessante para os cinco leitores do Discreto Blog da Burguesia, duas mostras de Cinema Japonês: uma na Sala Cinemateca (cujo site está aparentemente fora do ar, então Cineclick para o resgate!) e outra na sala 9 do Cinemark do shopping Metrô Santa Cruz. No site do Guia pode-se ainda encontrar informações sobre uma terceira, que já está acontecendo desde o dia 10 no Centro Cultural do Sesi.

Agora que o post já foi devidamente recheado com coisas úteis, posso seguir para as ofensas gratuitas sem me sentir culpado. A verdadeira razão da existência deste texto é que a sessão de cinema do Guia conta com uma página intitulada “Avaliação dos Críticos”, onde, em uma espécie de “tabelinha”, críticos, cineastas e demais entusiastas da sétima arte fornecem uma cotação de até quatro estrelas para os filmes mais populares em cartaz, além de uma mini-avaliação cuja extensão média parece ser algo em torno de 30 caracteres.

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Links do Dia: 12/06/08

1. “Abaixo o Amor”: Inaugurando os links do Dia dos Namorados, uma entrevista onde um psiquiatra explica que casamento e amor romântico são conceitos ultrapassados. Em outras notícias, hahaha, o Corinthians tá sendo zoado na internet inteira, até em matérias que não tem absolutamente nada a ver com futebol:

[As colunas e programas de rádio que eu faço não me trazem clientes. Às vezes, só atrapalham. Em 1982, aceitei trabalhar com o Corinthians. Era a democracia corinthiana. Foi um balde de água fria na clínica. Imagine só, o Corinthians! Não foi o tipo de notícia que meus pacientes gostaram de ouvir. Eu fiquei lá dois anos. Meu pai ficava chocado com essas coisas, porque naquele tempo médico de bom nível não fazia essas coisas.]

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Esperei o DVD: Piaf – Um Hino ao Amor

Postado por Rodrigo Pinder

Piaf – Um Hino ao Amor foi um dos filmes mais comentados na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo de 2007. Era difícil ficar 15 minutos em uma fila qualquer sem ouvir alguém matraqueando sobre ele, o que teve um resultado óbvio: mais e mais pessoas fizeram o possível para encaixa-lo em suas programações, até o ponto em que você não podia girar um gato morto sobre a própria cabeça na Avenida Paulista sem atingir algum cinéfilo falando sobre Edith Piaf.

O mais engraçado é que o filme nem fazia parte da programação do Festival CONTINUE LENDO>

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