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A Origem Da Conquista Do Planeta Dos Macacos Também Se Levanta

Postado por Rodrigo Pinder

O título original de Planeta dos Macacos: A Origem é Rise of the Planet of the Apes, similar a G.I. Joe: The Rise of Cobra, aqui chamado de A Origem de Cobra, ou quiçá o próximo filme de Christopher Nolan, The Dark Knight Rises, mas definitivamente não como o filme anterior de Christopher Nolan, A Origem. Seria concebível alguém enxergar um padrão aí, talvez um serial killer que decifrou uma mensagem nesse padrão depois de uma maratona de Fringe e decidiu se fantasiar de macaco e matar o John Lightgow, que além de estar em Planeta também participou da série Third Rock From The Sun com Joseph-Gordon Levitt, que por sua vez está em A OrigemRise of Cobra e The Dark Knight Rises. Hello. Is this on?

Oi. Por motivos entediantes demais pra comentar, faz mais de um ano que eu não escrevo aqui. Decidi voltar em fluxo de consciência seguindo o “raciocínio” mais imbecil que consegui pensar porque eu escolhi falar de um filme de ação com pretensões sci-fi que não faz o menor sentido. Não me entendam mal, Planeta dos Macacos: A Origem é um bom filme e tem grandes momentos. E, claro, 100% deles envolvem macacos. O problema, como já se suspeitava desde o trailer, é o quociente Homo Sapiens, que parece ter sido definhado de propósito, como se torna-lo psicologicamente bidimensional deixasse os macacos mais verossímeis como criaturas visualmente tridimensionais, ou algo assim. Acompanhem-me enquanto eu tento explicar o que diabos eu estou dizendo, se é que eu ainda me lembro como se usa isso aqui.

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Top 20 Músicas de 2010

Postado por Luis Calil

James Blake, que não aparece na lista de 2010, mas vai na de 2011

Agora que já se passaram 25 dias (!) do fim de 2010, nós podemos finalmente ter a perspectiva (!) pra considerar o que os artistas musicais pelo mundo a fora (i.e. EUA e Inglaterra, basicamente) produziram de fantástico e especial ao longo do ano.

Uma regra: Só incluirei uma música por artista, caso contrário o The National ocuparia um terço da lista e estragaria a festa.

20.
“Why Won’t You Make Up Your Mind?” – Tame Impala

John Lennon voltou, agora como um hippie australiano, e não gostou de nada que aconteceu com a música nos últimos 30 anos. Portanto, de volta às raízes.

19.
“Runaway Love” – Justin Bieber

Michael Jackson também voltou, agora como um pirralho com cabelo terrível, mas sem perder sua voz maravilhosamente aguda e elástica. Uma das melhores músicas pop mainstream desde a obra-prima do outro Justin.

18.
“Odessa”  – Caribou

Falando em Michael Jackson, essa aqui começa como se tivessem colocado uma banda disco numa mansão mal assombrada na Groenlândia. O falsete do Dan Snaith é a arma principal, sua repetição hipnótica no refrão confirmando que nenhum lugar é sombrio ou gelado demais pra se começar a dançar.

 

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Girl Talk Não Nos Convidou

Postado por Luis Calil

Ao me posicionar em frente ao palco Indie do festival Planeta Terra, às 02:00am, pra ver meu último show da noite, eu reparei (lembrei, na verdade) em algo que me deixou semi-apreensivo: o Girl Talk não tem banda; é só um cara e uns laptops. Não que Yeasayer ou Phoenix – outras bandas que também tocaram no festival – sejam o auge do carisma no palco, ou que as fantasias dos “dançarinos” de Of Montreal fossem visualmente instigantes, mas pelo menos essas bandas fornecem algum tipo de distração, algo pra observar enquanto você escuta o som (nem que seja pro meu colega Fabiano Ristow reparar que certo guitarrista de certa banda parece o Fiuk).

Na verdade, o conceito de um show onde o palco e o artista não são o centro das atenções é algo extremamente nobre; a música eletrônica ao vivo sempre operou dessa forma, desinflando o ego dos artistas, colocando o foco no prazer e movimento e interesse visual da própria platéia. O festival Planeta Terra, no entanto, não é uma boate ou uma rave, e indies são treinados por experiência a olhar pro palco. Eu temia que a plateia não fosse ficar visualmente distraída o suficiente pra se entregar ao show – a não ser que o Girl Talk tivesse um às na manga.

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Toda a perspicácia da nossa PF

Postado por Fabiano Ristow

O assunto da moda é o banqueiro Daniel Dantas [1]. Porque sim, pra quem ainda não percebeu, existem modas no universo noticioso.

Elas não são desencadeadas pelas estações do ano, precisam se ajustar às idiossincrasias jornalísticas. O gatilho geralmente é um evento isolado que abre uma seqüência de outros semelhantes.

Se a Madeleine some, somem mais 300 crianças na semana seguinte. Se um avião bate, explode e mata 199 pessoas, logo batem e explodem outros cinco dias depois. Se a Isabella é arremessada do sexto andar pelo pai, em pouco tempo vários outros pais vão se predispor a matar seus filhos das formas mais formidavelmente apavorantes [2].

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Como eu dizia, a bola da vez é o Daniel Dantas. O caso até ganhou repercussão lá fora, só que um jornal italiano publicou a foto do ator, não do banqueiro. A gente instantaneamente pensa que só um jornalista muito retardado e sem a menor capacidade de apuração cometeria tão tresloucado ato.

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Livre, solta e sensata

Postado por Fabiano Ristow

Não precisa ter senso jornalístico para saber que, quando Ingrid Betancourt fosse libertada, a notícia ocuparia a primeira página de todos os jornais e seria massivamente comentada durante dias. Mas quem apostava que isso ia acontecer tão cedo? Ou que sequer aconteceria? Ou é meu pessimismo falando alto aqui?

Eis que ontem abro o G1 e um título em letras garrafais saltam da tela anunciando o resgate da senadora colombiana depois de seis anos mantida em cativeiro pelas Farc, e confesso que minha respiração parou por cinco segundos. Foi tipo ler a morte da princesa Diana ou do Papa, só que ao contrário.

Parando para pensar, não consegui compreender num nível racional por que o assunto Ingrid causa tanta comoção assim. Sim, ela é uma figura pública conhecida, ex-candidata à presidência colombiana, e as Farc são uma organização que integra listas internacionais de terrorismo. É um assunto relevante, portanto; mas talvez tenha um bom peso o fato de estar ancorado em sentimentos mais primitivos, envolvido numa paixão e anseio diretos, como se a Ingrid fosse mais do que o seu papel político lhe confere.

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