Arquivo da categoria: Ciência e Tecnologia

A Origem Da Conquista Do Planeta Dos Macacos Também Se Levanta

Postado por Rodrigo Pinder

O título original de Planeta dos Macacos: A Origem é Rise of the Planet of the Apes, similar a G.I. Joe: The Rise of Cobra, aqui chamado de A Origem de Cobra, ou quiçá o próximo filme de Christopher Nolan, The Dark Knight Rises, mas definitivamente não como o filme anterior de Christopher Nolan, A Origem. Seria concebível alguém enxergar um padrão aí, talvez um serial killer que decifrou uma mensagem nesse padrão depois de uma maratona de Fringe e decidiu se fantasiar de macaco e matar o John Lightgow, que além de estar em Planeta também participou da série Third Rock From The Sun com Joseph-Gordon Levitt, que por sua vez está em A OrigemRise of Cobra e The Dark Knight Rises. Hello. Is this on?

Oi. Por motivos entediantes demais pra comentar, faz mais de um ano que eu não escrevo aqui. Decidi voltar em fluxo de consciência seguindo o “raciocínio” mais imbecil que consegui pensar porque eu escolhi falar de um filme de ação com pretensões sci-fi que não faz o menor sentido. Não me entendam mal, Planeta dos Macacos: A Origem é um bom filme e tem grandes momentos. E, claro, 100% deles envolvem macacos. O problema, como já se suspeitava desde o trailer, é o quociente Homo Sapiens, que parece ter sido definhado de propósito, como se torna-lo psicologicamente bidimensional deixasse os macacos mais verossímeis como criaturas visualmente tridimensionais, ou algo assim. Acompanhem-me enquanto eu tento explicar o que diabos eu estou dizendo, se é que eu ainda me lembro como se usa isso aqui.

KEEP WALKING>

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High School Classical

Postado por Fabiano Ristow

“Quem é fã de Penderecki?”

Daí que o ensino de música passa a ser obrigatório nas escolas a partir do ano que vem, o que pareceu uma ideia muito bacana até o momento em que não pareceu mais. Fui então regredindo em uma série de pensamentos aterrorizantes e culposos, a começar pela pergunta: mas o que a música ensina?

Ensina concentração, cooperação, linguagem e memória. É o argumento pedagógico. Ok, aprender a tocar instrumentos desenvolve todas essas habilidades. Isso provavelmente é muito útil para as crianças e encerra a questão da validade do ensino de música nas escolas.

Se eu tivesse tendo essa discussão ao vivo, é possível que eu concordasse com a conclusão, mas iria embora pensando com os meus botões: ok, é válido, mas não teriam outros assuntos mais válidos para se ensinar?

Eu odiava quando meus amigos falavam que Química e Física não adiantavam pra porra nenhuma, que eles fariam Letras ou Jornalismo e todas aquelas fórmulas e leis não adiantariam para nada. Aí eu, que já sabia que faria Jornalismo e teoricamente era para concordar com eles, dava a resposta pedagógica e fácil: “Vocês acham que essas matérias são inúteis, mas elas estão desenvolvendo em vocês o raciocínio lógico, a memória, a concentração, habilidades que serão úteis em qualquer profissão”, etc.

O problema é que logo depois que eu saí da escola eu percebi que tinha uma carência absurda de conhecimento a respeito de coisas práticas e importantes para a Humanidade. Por exemplo, economia e política. Aí eu pensei: certo, Química e Física desenvolvem todas aquelas habilidades e tudo, mas outros assuntos não teriam sido mais válidos? Aos 16 anos, você já pode eleger um presidente que vai definir, no mínimo, o futuro de um PAÍS. Se fosse obrigatório nas escolas o ensino de economia e política, você poderia tomar essa decisão de forma muito mais consciente e embasada, e contribuir para um mundo melhor e tudo o mais. Não seria mais útil?

Acontece que sair por aí defendendo o fim da Física, da Química (e da Música) seria de uma irracionalidade e pateticismo formidáveis, até porque, para muitos (muitos), essas matérias acabam sendo úteis na prática, e quem sou eu para definir uma grade escolar sentenciando o que deve sair para entrar Política e Economia. Isso significa que eu não vou defender nenhuma posição sobre essa questão. Então vou retomar de onde parei: aprender a tocar instrumentos musicais na escola é útil porque ensina um monte de habilidades.

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Como nosso cérebro atrapalha a eleição

Postado por Fabiano Ristow

Meu post anterior: ignore-o. Ele acaba de se tornar completamente obsoleto por causa desse TEXTO que o Luis achou e me mostrou.

Ele basicamente argumenta, com sustentação científica, como é esperado que as pessoas ajam de forma tão retardada e imbecil em épocas de eleição.

Isso por causa do princípio já conhecido de que a gente costuma basear nossas opiniões nas nossas crenças e não nos fatos. A gente interpreta a informação de forma que ela seja compatível com o que a gente já tinha como verdade. Daí deturpamos e selecionamos as notícias à vontade para que possamos xingar muito no Twitter como se fôssemos extremamente politizados e antenados, quando na verdade não estamos sendo autoconsciente o suficiente para perceber a imbecilidade do próprio comportamento (ver o post anterior).

Como resultado, temos a ironia de que as opiniões mais fortes acabam sendo proferidas justamente por quem é mal informado (eu adicionaria preconceituoso também). A pessoa cata as informações superficiais, faz uma coleção de opiniões usando a estupidez como critério de filtro e sai esbravejando o que é “incontestavelmente correto”, atitude relacionada à síndrome do “Eu sei do que estou falando”, conforme o texto. É exatamente o que eu falei sobre o extremismo disfarçando a própria ignorância. Obrigado, ciência.

Na internet, principalmente, é facílimo fazer essa seleção burra. Se você tivesse ideia da quantidade de pessoas que eu considerava espertas e sensatas que me encaminharam e-mails-spam.

O artigo aponta que uma possível solução para esse problema é distribuir uma injeção de autoestima, já que as pessoas com esse remédio estariam mais propensas a mudarem de opinião (por que isso soa óbvio para mim?). Eu insisto: terapia é ótimo para isso. Bolsa Psicologia neles.

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A Arte De Arruinar A Diversão Alheia

Postado por Rodrigo Pinder

partypooper

Como este será um post informal (i.e. inútil), valerei-me da velha técnica de começar com uma anedota para ganhar simpatia.

Eu devia ter uns 13 ou 14 anos quando fui ao cinema ver Anjo Malvado (aquele onde o primo do Frodo, Macaulay Culkin, é um anjo malvado). O filme abre com um jogo de futebol colegial (meados de 90 foi a época em que o soccer começou a ficar semi-popular nos EUA) e, como esperado, alguém faz um gol. Nesse momento, um homem sentado no fundão da sala se levantou e gritou GOOOOOOOOL! com toda força de seus pulmões. Todo mundo riu. Foi a melhor parte do filme. E o cara não abriu mais a boca até o final.

Esse momento ficou gravado na minha memória mais do que o próprio filme [1], evidência de que esse tipo de manifestação inspirada é raríssimo.

As verbalizações mais freqüentes são invariavelmente inúteis e quase certamente incômodas, a sala de cinema tratada como a sala da casa da mãe no almoço de Domingo. Isso faz meu sangue ferver. Eu entenderia se alguém gritasse “fogo” ou “estupro”, ou algo do tipo. Nesses casos hipotéticos eu até apoiaria interromper a projeção e acender as luzes. Mas esses casos hipotéticos nunca aconteceram em nenhuma das sessões em que estive. Papo furado, no entanto, sempre foi quase certeza.

Decidido a fazer alguma coisa, embarquei em uma pesquisa antropológica onde defini os conceitos básicos da Arte De Arruinar A Diversão Alheia (ou ADAADA, porque eu gosto de palíndromos). A mais importante descoberta foi que, apesar da espontaneidade e do improviso serem inerentes à pratica desse hábito, é possível definir sete grupos que compartilham certos padrões de comportamento. Conheça-os após o jump.

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Pena de Morte: Sem Graça

Postado por Luis Calil

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Aqui vão algumas considerações sobre a pena de morte que eu precisava tirar da cabeça, inspiradas por este excelente artigo de Michael Shermer:

Se a preferência por pena de morte se dá pelo desejo de uma satisfação emocional de punição e vingança, de uma atitude “olho por olho”, então ela é uma preferência predominantemente religiosa, justificada pela idéia dum Inferno onde o criminoso sofrerá de forma bem mais perversa do que passar o resto da vida numa cela com cama, vaso, revistas, cigarros, TV, etc. (Apesar de Cristo ter dito alguma coisa sobre mostrar a outra bochecha…)

Para um ateu, como eu, isso não cola. Quando um criminoso é executado, ele deixa de estar consciente e, portanto, deixa de ter oportunidades de sofrer. Pode-se dizer que tirar o seu direito de viver é a punição, mas quando esse direito for removido, o criminoso não vai estar acordado para reclamar. É por isso que eu costumo falar que é muito mais satisfatório, para um ateu sádico, ver o criminoso sofrendo por décadas na gaiola do que sofrendo alguns anos e morrendo.

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