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Criticando Críticas: “Ser ou não ser… nunca serão!” (e a tabelinha de 20/06)

Postado por Rodrigo Pinder

“Alas, poor Zero-Meia!”

Tinha que acontecer, mais cedo ou mais tarde: Wagner Moura é Hamlet. Um Hamlet “debochado”, como declara o próprio ator em entrevista ao Jornal da Globo (assistam ao vídeo no G1). “Um Hamlet diferente, um dinamarquês meio à baiana”, acrescenta o repórter Renato Biazzi. É óbvio que a imprensa brasileira, em sua infinita relevância, não poderia evitar comparações entre o protagonista da peça de Shakespeare e o personagem que alavancou a carreira de Moura: “O que eles têm em comum é a dúvida sobre si mesmos, a angústia e um ator brasileiro, Wagner Moura, que da podridão do morro vai agora à podridão do reino da Dinamarca”. Dúvidas e angústia, por acaso, é o que ambos têm em comum com 99,74% dos personagens já criados na História do Drama, seja em romances, peças, filmes, gibis, séries de TV ou reality shows, o que abre caminho para que jornalistas continuem comparando o Capitão Nascimento a todos os personagens interpretados pelo ator, até o Fim dos Tempos.

Por falar em Fim dos Tempos, a estréia da peça ilustra a capa do Guia da Folha desta semana (de onde confesso ter escaneado a foto de Wagner Moura utilizada na espetacular montagem acima), que traz, como sempre, a tradicional tabelinha. Eu sei, eu sei. Eu também não sou nenhum exemplo de relevância. Prometo que quando tiver tempo e disposição falarei sobre coisas realmente importantes; por hora, fiquem com as últimas macacadas dos críticos da Folha de São Paulo:

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Criticando Críticas: Guia da Folha e a Tabelinha do Cinema (13/06/08)

Postado por Rodrigo Pinder

O Guia da Folha é um suplemento semanal da Folha de SP, que traz, segundo eles mesmos, “o roteiro mais completo de São Paulo”. Bem útil, se você tem dinheiro pra gastar – toda Sexta-Feira o leitor é informado sobre o que são supostamente as alternativas mais interessantes em termos de cinema, teatro, passeios, shows, concertos, exposições, restaurantes, bares, baladas, etc.

A edição da semana passada (com 128 páginas!) comemora o centenário da imigração japonesa. Ilustrada por uma bela capa com ideogramas pintados por Tomie Ohtake, o guia traz diversas dicas para os amantes da cultura nipônica: restaurantes (100 restaurantes, mais precisamente), rodízios, uma “cerimônia do chá”, karaokês, exposições e, talvez o mais interessante para os cinco leitores do Discreto Blog da Burguesia, duas mostras de Cinema Japonês: uma na Sala Cinemateca (cujo site está aparentemente fora do ar, então Cineclick para o resgate!) e outra na sala 9 do Cinemark do shopping Metrô Santa Cruz. No site do Guia pode-se ainda encontrar informações sobre uma terceira, que já está acontecendo desde o dia 10 no Centro Cultural do Sesi.

Agora que o post já foi devidamente recheado com coisas úteis, posso seguir para as ofensas gratuitas sem me sentir culpado. A verdadeira razão da existência deste texto é que a sessão de cinema do Guia conta com uma página intitulada “Avaliação dos Críticos”, onde, em uma espécie de “tabelinha”, críticos, cineastas e demais entusiastas da sétima arte fornecem uma cotação de até quatro estrelas para os filmes mais populares em cartaz, além de uma mini-avaliação cuja extensão média parece ser algo em torno de 30 caracteres.

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