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Enquanto eu via True Blood, eu pensava o seguinte…

Postado por Fabiano Ristow

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Ninguém aguenta mais ouvir falar em True Blood, de modo que vou fazer apenas alguns blocos de comentários aleatórios, primeiro sobre a série em geral e depois sobre o season finale.

*Eu sabia que haveria vampiros e estava pronto pra aceitar o universo fantasioso. Mas aí entrou uma garota que lê mentes. Depois um homem que se transforma em cachorro. Quando eu ouvi alguém mencionando a existência de dragões, eu percebi que a série e eu, nós teríamos problemas. Com um bom roteiro, a gente acredita até em fauno. Sem, não dá pra esperar que aceitemos qualquer delírio de criança.

*Falando em criança, a série só não é infantil porque é adolescente. Ela reúne todos os ingredientes selecionados especialmente para fazer borbulhar os hormônios de fanboys em puberdade. A receita é clássica: violência gratuita, pessoas bonitas e sexo. De preferência, pessoas bonitas fazendo sexo com violência gratuita. Pensei pra mim: “Falta a lésbica sexy”. Aí contrataram a Rachel Evan Woods Evan Rachel Wood pra interpretar a Rainha dos vampiros, uma lésbica sexy. Royal flush.

(Falando em Rachel Evan Woods… No passado ela era indicada ao Oscar, hoje ela interpreta uma lésbica sexy cuja única função na trama é explicar pro público através de diálogos expositivos como matar o Vilão. Ps.: Ela joga dados enquanto faz isso.)

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Esperei o DVD: Cloverfield – Monstro

Postado por Luis Calil

A realidade é uma bagunça. Ela é simultaneamente caótica e banal, e frequentemente frustrante. Mas a “Realidade” – a de Reality Shows – não pode funcionar assim. A maioria das pessoas não tem interesse em gastar seu tempo reservado para entretenimento assistindo algo que reflete fielmente a confusão do dia-a-dia, não importa quão incisiva e produtiva seja a reflexão.

A solução que produtores de TV encontraram pra isso foi contratar roteiristas e montadores que têm como missão enfiar na realidade arcos dramáticos, conflitos forçados, resoluções convenientes, e todo tipo de fórmula que ficção utiliza. Assim, as pessoas têm apenas a impressão de ver algo real, quando na verdade estão recebendo colheradas de algo quase tão pré-programado e seguro quanto um sitcom aleatório. Com cortes traiçoeiros e uma estrutura escavada à força, um episódio de America’s Next Top Model pode acabar lembrando – por bem ou por mal – algum capítulo da novela das 8, e Run’s House alguma reprise de The Cosby Show.

O problema de Cloverfield – o filme de monstro de J.J. Abrams (Lost, Alias e outras merdas) – é que ele representa a situação inversa do que eu descrevi acima. É um filme de ficção cuja ambição é criar uma sensação imersiva de realismo através do conceito de filmagem amadora, mas que falha toda vez que ele nos lembra que os caras por trás da obra saíram de Hollywood.

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O indiscreto charme do povo

Postado por Fabiano Ristow

Eu olhava para a Fátima Bernardes e pensava: “E se ela sentir vontade de arrotar no meio da notícia?”

Um dia ela arrotou. Interrompeu a frase, levou a mão fechada à boca, soltou uma discreta e silenciosa golfada, voltou a olhar para a câmera, pediu perdão e continuou como se nada tivesse acontecido.

Curiosidade matada, mas então passei a refletir: E se sentir vontade de espirrar? Como manter a elegância nesse caso?

Nunca vi um âncora espirrar, embora já tenha visto vomitar. Desconsiderando a óbvia diferença de gravidade, ambas as situações são constrangedoras. Apresentar um telejornal é tenso, é o que penso. Não é só uma questão de evitar erros inerentes à profissão, como confundir uma palavra escrita no teleprompter e prejudicar a locução. É uma questão de impedir eventuais manifestações fisiológicas.

É mais ou menos esse o espírito quando você vai assistir a um concerto. A magnitude e erudição musical requerem por parte do ouvinte atenção hipnótica. Instrumentos de corda, sopro e metal unem-se em harmonia, mas com concentração você descobre camadas sonoras e faz combinação entre elas.

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