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Tim Festival

Postado por Fabiano Ristow

Neste dia pós-show do The National, eu me sinto como se tivesse terminado um namoro, ou como se tivesse apaixonado. Existe algo de extraordinário existindo, mas não posso (mais) tê-lo. Foi perfeito.

Já tem reviews do show espalhados pela internet, portanto só vou mencionar algumas curiosidades.

Em Slow Show, houve um problema com as caixas de som que forçou a banda a parar de tocar. Quando tudo se normalizou, foi o microfone do Matt que não funcionava. A platéia surpreendeu e o socorreu, cantando YOU KNOW I DREAMED ABOUT YOU FOR 29 YEARS BEFORE A SAW YOU a plenos pulmões. Matt não teve escolha a não ser apontar o microfone para a platéia. A banda entrou em êxtase.

Antes do show começar, eu estava no lounge de entrada quando reparo que ele, sim, ele, Matt Berninger, está vindo em minha direção. Tremendo que nem pau de vira tripa, fui em frente:

Eu: Hi. Excuse me. Sorry. We’re huge fans of The National.
Matt: Oh, hi. Nice to meet you.

Tirei foto. E agora estou feliz e apaixonado para sempre.

Perdi quatro quilos quando tocaram Squalor Victoria, na qual guitarras e metais se juntam a um único violino, insuficiente para reproduzir o conjunto de cordas que ouvimos na versão de estúdio. O resultado ficou perfeito, um arranjo crescente que explode num clímax orgasmático.

Setlist:

Start a War
Brainy
Secret Meeting
Baby we’ll be fine
Slow Show
Squalor Victoria
Abel
Racing Like a Pro
Mistaken for Strangers
Ada
Apartment Story
Fake Empire
Mr. November

Eu acho que eles iam terminar em Ada, mas o Matt insistiu umas três vezes para a equipe do Tim Festival os deixarem tocar uma saideira, depois mais outra e depois mais uma. Ele implorava com um dedo indicador balançando na direção dos homens ao fundo do palco que pareciam querer interromper o show. O pedido foi atendido – graças a Deus, porque o desfecho Fake Empire-Mr-November foi indescritível. Talvez o nosso amigo Luis, que vai assistir a eles hoje em São Paulo, possa nos oferecer uma descrição mais precisa para explicar o quão emocionante é vê-los ao vivo.

MGMT foi chato.

1 comentário

Arquivado em Música

Festival & SPIFF

Postado por Fabiano Ristow

Luis, a respeito de O CASAMENTO DE RACHEL (5)… A cena em que o prato do Ethan aparece é, possivelmente, a melhor do filme. Especialmente porque ela é pateticamente tensa – na verdade, eu é que me senti patético quando me dei conta de que estava tenso. O cara tocando notas agudas no violino vem a calhar.

Por outro lado, você definiu exatamente a postura que assumi assistindo ao filme: uma mistura de comoção com apatia. Ele oscila entre tentativas de fugir do drama hollywoodiano artificial pré-fabricado e momentos que são, de fato, dramas hollywoodianos artificiais pré-fabricados. Ele praticamente está recebendo mais mérito pelo que tentou fazer pelo que de fato é – exatamente o caso da Anne Hathaway, que não merece o Oscar, mas diz-se que merece porque ninguém esperava vê-la numa atuação acima da média.

Fucking ultra realista é GOMORRA (7). Sim, ainda é possível fazer algo incrível envolvendo máfia italiana depois de Família Soprano. Aqui não tem cavalos decepados, assassinatos em restaurantes e esporros de sangue. Na verdade, é tudo meio sujo, meio suburbano, meio regata em vez de terno; tudo meio sem carisma, meio frio – enfim, como deve ser essa máfia na vida real. Os atores devem ter se esquecido de que havia câmeras filmando-os, e ficaram lá, explicando pra gente como funciona o quarto setor.

Gomorra é TÃO realista que faz O SILÊNCIO DE LORNA (6) (estrelando a irmã de Ellen Page – o quê, não era a irmã da Ellen Page?) parecer filme universitário com atores do Tablado, e olha que estamos falando dos Dardenne. Mas disso eu falo depois.

Luis e amigos, comprem a camisa da Mostra deste ano, custa apenas R$ 11.

THE NATIONAL amanhã.

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