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Joshua, além de diferente do pai, é filho do mal

Postado por Fabiano Ristow

Meu pai é aficcionado por futebol e Química, talvez dois dos assuntos mais desinteressantes para mim (já chorei de raiva [literalmente] tendo que estudar o segundo para passar nas freqüentes recuperações). Além disso, ele é paraibano, conservador e averso à tecnologia (ele tem o costume de mandar à merda as máquinas eletrônicas de cartão de estacionamento dos shoppings). Eu sou a favor do aborto e da eutanásia, e quero trabalhar com internet. Tudo isso nunca impediu que tivéssemos uma relação amistosa. Um pai pode conviver com um filho diferente dele. Mas até que ponto? E quando a personalidade do filho não é apenas diferente, mas completamente incontrolável?

Joshua é um personagem cliché que segue a linha do Menino Agourento De Terno, como o Sean, de Reencarnação (esse filme é foda), ou Damian, de A Profecia (esse, não). Ele é quieto, inexpressivo e reúne características de um psicopata em formação: extremamente inteligente, carece de empatia e é hábil em mentir/manipular. Quando fala, na maioria das vezes é para fazer uma pergunta ou observação constrangedora (“Você não precisa me amar se não quiser, isso não é uma regra”, ele diz para o pai). O protótipo se desgastou no cinema, mas, no caso em questão, perturba porque é inquietantemente inexplicável; o menino não é o filho da Besta nem a personificação de um espírito ruim. Ele apenas é assim.

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Caguei pro papai

Postado por Fabiano Ristow

Parece que crianças muito pequenas atuam bem mesmo quando nunca fizeram uma aula de teatro sequer, talvez porque a ingenuidade ainda está intacta demais para manifestar qualquer sintoma de falsidade.

Quando ela deixa de ser Criança Muito Pequena e vira Criança, a premissa não mais se aplica, e aí fudeu de verdade. Claro, quando a atuação ruim vem de um adulto, é desagradável. Mas quando vem de uma criança, é simplesmente trágico. É capaz de estragar o filme inteiro, é um caminho sem volta. Isso porque a espontaneidade é a característica mais evidente (e valiosa) da tenra idade.

É por isso que O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias é ruim. CONTINUE LENDO >

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