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Por que eu me desiludi com os festivais de cinema

Postado por Fabiano Ristow

desilusão

Eu disse no Twitter que me desiludi com festivais de cinema porque a maior parte dos filmes realmente bons (os ruins ou medíocres não contam) acaba estreando depois, e foi como peidar na missa.

Antes de qualquer coisa, eu queria deixar claro que é uma postura pessoal e continuo achando totalmente válido e bonito todo mundo indo nos festivais. Na verdade, eu adoraria estar no Festival do Rio vendo filmes também, mas não estou. E a grande surpresa é que isso não me faz mais sentir culpado.

Minha desilusão, em termos gerais, é fruto de problema financeiro. Eu cheguei à conclusão de que, se você tá com grana e tempo sobrando, o festival é aproveitável. Caso contrário, desilusão. Pouco vale o esforço.

Enfim, o que me responderam no Twitter foi mais ou menos isso:

1) Claro que filmes bons não estreiam. Por exemplo: “Exemplo#1”, “Exemplo#2”, “Exemplo#3” etc.
Sim, eu estou ciente disso. Alguns dos meus filmes favoritos eu vi em festivais e nunca estrearam. (sério) Mas são minoria. É uma proporção de ¼, sendo otimista. (Lembrando que filmes ruins ou medíocres não entram no cálculo, porque senão fica fácil, ok?)

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Festival & SPIFF

Postado por Fabiano Ristow

Luis, a respeito de O CASAMENTO DE RACHEL (5)… A cena em que o prato do Ethan aparece é, possivelmente, a melhor do filme. Especialmente porque ela é pateticamente tensa – na verdade, eu é que me senti patético quando me dei conta de que estava tenso. O cara tocando notas agudas no violino vem a calhar.

Por outro lado, você definiu exatamente a postura que assumi assistindo ao filme: uma mistura de comoção com apatia. Ele oscila entre tentativas de fugir do drama hollywoodiano artificial pré-fabricado e momentos que são, de fato, dramas hollywoodianos artificiais pré-fabricados. Ele praticamente está recebendo mais mérito pelo que tentou fazer pelo que de fato é – exatamente o caso da Anne Hathaway, que não merece o Oscar, mas diz-se que merece porque ninguém esperava vê-la numa atuação acima da média.

Fucking ultra realista é GOMORRA (7). Sim, ainda é possível fazer algo incrível envolvendo máfia italiana depois de Família Soprano. Aqui não tem cavalos decepados, assassinatos em restaurantes e esporros de sangue. Na verdade, é tudo meio sujo, meio suburbano, meio regata em vez de terno; tudo meio sem carisma, meio frio – enfim, como deve ser essa máfia na vida real. Os atores devem ter se esquecido de que havia câmeras filmando-os, e ficaram lá, explicando pra gente como funciona o quarto setor.

Gomorra é TÃO realista que faz O SILÊNCIO DE LORNA (6) (estrelando a irmã de Ellen Page – o quê, não era a irmã da Ellen Page?) parecer filme universitário com atores do Tablado, e olha que estamos falando dos Dardenne. Mas disso eu falo depois.

Luis e amigos, comprem a camisa da Mostra deste ano, custa apenas R$ 11.

THE NATIONAL amanhã.

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