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Festival & SPIFF

Postado por Fabiano Ristow

Luis, a respeito de O CASAMENTO DE RACHEL (5)… A cena em que o prato do Ethan aparece é, possivelmente, a melhor do filme. Especialmente porque ela é pateticamente tensa – na verdade, eu é que me senti patético quando me dei conta de que estava tenso. O cara tocando notas agudas no violino vem a calhar.

Por outro lado, você definiu exatamente a postura que assumi assistindo ao filme: uma mistura de comoção com apatia. Ele oscila entre tentativas de fugir do drama hollywoodiano artificial pré-fabricado e momentos que são, de fato, dramas hollywoodianos artificiais pré-fabricados. Ele praticamente está recebendo mais mérito pelo que tentou fazer pelo que de fato é – exatamente o caso da Anne Hathaway, que não merece o Oscar, mas diz-se que merece porque ninguém esperava vê-la numa atuação acima da média.

Fucking ultra realista é GOMORRA (7). Sim, ainda é possível fazer algo incrível envolvendo máfia italiana depois de Família Soprano. Aqui não tem cavalos decepados, assassinatos em restaurantes e esporros de sangue. Na verdade, é tudo meio sujo, meio suburbano, meio regata em vez de terno; tudo meio sem carisma, meio frio – enfim, como deve ser essa máfia na vida real. Os atores devem ter se esquecido de que havia câmeras filmando-os, e ficaram lá, explicando pra gente como funciona o quarto setor.

Gomorra é TÃO realista que faz O SILÊNCIO DE LORNA (6) (estrelando a irmã de Ellen Page – o quê, não era a irmã da Ellen Page?) parecer filme universitário com atores do Tablado, e olha que estamos falando dos Dardenne. Mas disso eu falo depois.

Luis e amigos, comprem a camisa da Mostra deste ano, custa apenas R$ 11.

THE NATIONAL amanhã.

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Arquivado em Cinema

Esperei o DVD: Piaf – Um Hino ao Amor

Postado por Rodrigo Pinder

Piaf – Um Hino ao Amor foi um dos filmes mais comentados na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo de 2007. Era difícil ficar 15 minutos em uma fila qualquer sem ouvir alguém matraqueando sobre ele, o que teve um resultado óbvio: mais e mais pessoas fizeram o possível para encaixa-lo em suas programações, até o ponto em que você não podia girar um gato morto sobre a própria cabeça na Avenida Paulista sem atingir algum cinéfilo falando sobre Edith Piaf.

O mais engraçado é que o filme nem fazia parte da programação do Festival CONTINUE LENDO>

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