Arquivo da tag: anne hathaway

SPIFF – Terça 21

Postado por Luis Calil

Procedimento Operacional Padrão (Errol Morris) – 7
Procedimento operacional padrão pro Morris, que faz o seu esquema de sempre: consegue tanto questionar o julgamento duvidoso dos soldados envolvidos nas fotos grotescas de Abu Ghraib quanto sublinhar o fato de que eles estavam apenas “recebendo ordens”, e que foram irresponsavelmente jogados num ambiente cuja idéia de certo e errado ficava cada vez menos clara e relevante (a tal da “Névoa da Guerra”) – tudo isso filmado no seu típico estilo expressivo: em um momento, Morris explica como foi criada a linha de tempo de todas as fotos tiradas, e parece a apresentação de Power Point mais elegante de todos os tempos. Uma pena que Morris não decidiu investigar a natureza de Fotografias em si, como estava fazendo em suas dissertações no New York Times.

O Casamento de Rachel (Jonathan Demme) – 7
Fascinante pelo cabo de guerra entre o estilo ultra-naturalista, camera-na-mão, Dogmaesco que Demme escolheu e o roteiro de Jenny Lumet (filha do Sidney [opa, Sidney é o nome do noivo no filme. Hmmm…]), que tem uma leve dose de conveniências dramáticas – tipo o infeliz que ela encontra no salão de beleza, ou o prato de Ethan aparecendo naquela hora – e uma grande dose de monólogos e confrontos melodramáticos, as vezes dando um ar de novela das 8. Não sei mais o que falar, além de que eu me emocionei em alguns momentos, e passei o resto do filme – especialmente quando os personagens davam alfinetadas e roundhouse kicks emocionais nos outros – impressionado mas estranhamente apático.

Sinédoque, Nova Iorque (Charlie Kaufman) – N/A
Não venderam o ingresso pela internet, e não tive tempo de comprar quando cheguei, então esgotou. Mas não faz mal; com 3 horas de sono nas últimas 24, eu ia acabar dormindo mesmo.

Anúncios

4 Comentários

Arquivado em Cinema

Fique Esperto: Agente 86 Traz Piadas, Ação, Déjà Vu

Postado por Rodrigo Pinder

Devo confessar que minhas memórias da série de TV são consideravelmente turvas, limitando-se em geral à icônica abertura, além de alguns momentos isolados (dos quais boa parte corre o risco de ser fruto da minha imaginação). Mas o pouco de que eu consigo me lembrar com clareza se parece com uma sitcom onde a sátira de espionagem é quase incidental, uma comédia onde o humor é extraído principalmente da interação entre os personagens. Na busca por um lugar ao sol entre o Mínimo Denominador Comum do Verão Americano – onde os filmes com alguma ambição de um amplo lançamento aparentemente devem conter algo para agradar cada nicho demográfico existente – a versão cinematográfica procura equilibrar os dois elementos enquanto faz malabarismo com uma mais-que-generosa dose de ação e uma dolorosamente obrigatória pitada de romance, atingindo um resultado levemente caótico e curiosamente agradável, como um gaspacho à portuguesa.

CONTINUE LENDO>

1 comentário

Arquivado em Cinema