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Top 20 Músicas de 2010

Postado por Luis Calil

James Blake, que não aparece na lista de 2010, mas vai na de 2011

Agora que já se passaram 25 dias (!) do fim de 2010, nós podemos finalmente ter a perspectiva (!) pra considerar o que os artistas musicais pelo mundo a fora (i.e. EUA e Inglaterra, basicamente) produziram de fantástico e especial ao longo do ano.

Uma regra: Só incluirei uma música por artista, caso contrário o The National ocuparia um terço da lista e estragaria a festa.

20.
“Why Won’t You Make Up Your Mind?” – Tame Impala

John Lennon voltou, agora como um hippie australiano, e não gostou de nada que aconteceu com a música nos últimos 30 anos. Portanto, de volta às raízes.

19.
“Runaway Love” – Justin Bieber

Michael Jackson também voltou, agora como um pirralho com cabelo terrível, mas sem perder sua voz maravilhosamente aguda e elástica. Uma das melhores músicas pop mainstream desde a obra-prima do outro Justin.

18.
“Odessa”  – Caribou

Falando em Michael Jackson, essa aqui começa como se tivessem colocado uma banda disco numa mansão mal assombrada na Groenlândia. O falsete do Dan Snaith é a arma principal, sua repetição hipnótica no refrão confirmando que nenhum lugar é sombrio ou gelado demais pra se começar a dançar.

 

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Arquivado em Atualidade, Música

Observações Sobre o Show do The National e os Eventos Subseqüentes…

…em Ordem Semi-Cronológica.

Postado por Luis Calil


*Não havia ninguém quando chegamos – nós sendo eu, Didier, Ana Paula e Kain, todos aparentemente fanáticos por The National (eu, é claro, sendo o mais pateticamente fanático – provavelmente de toda a platéia) – o que me fez pensar por alguns instantes que o The National tocaria pra uma platéia de 100 pessoas. Obviamente o número acabou aumentando pra pelo menos umas 600 quando a banda entrou no palco, e não é como se eles nunca tivessem tocado pra menos gente, especialmente considerando que o Brasil é um país tropical subdesenvolvido no qual rock independente não é exatamente um enorme chamativo. Mas mesmo assim, o fã em mim queria que eles recebessem a resposta apropriada ao talento.

*Falando em fãs, percebi que durante a noite, eu tomei várias atitudes cuja natureza tiética (derivado de tiete) não podia estar mais óbvia e clara. A primeira delas foi comprar um botão que estavam vendendo lá, com uma foto do Barack Obama, escrito “Mr. November” embaixo. Eu gosto do Obama, eu gosto da “Mr. November”, a idéia é cômica e pertinente (se há um refrão que eu espero que Barack cante num hipotético show de rock democrata, seria “I won’t fuck us over, I’m Mr. November”), e estava barato. Ainda sim, eu não vou ter muito uso pra esse botão agora.

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SPIFF – Sábado 25

Postado por Luis Calil

Leonera (Pablo Trapero) – 7
Um daqueles casos onde o filme vai discretamente te fisgando: a primeira meia hora, introduzindo a situação da protagonista – uma mulher presa por assassinato e colocada na ala de maternidade de uma cadeia por estar grávida – se mantém num modo de observação naturalista respeitosa, sem nenhum aparente rumo, e embora o ambiente seja interessante (e inovador – não lembro de outros filmes sobre maternidade na cadeia), não parece que o filme vai chegar em lugar algum. De repente, o tédio sumiu, e eu notei que estava tentando segurar lágrimas – isso porque Trapero foge da brutalidade de filmes de cadeia e mostra a rotina da protagonista com extrema sensibilidade. E na segunda metade, o drama propriamente dito surge e dá um motor pra narrativa, que vira uma luta de uma mãe pelo seu filho, com direito a tensão Dardennesca. Tematicamente e psicologicamente simples, mas feito com bom gosto e inteligência.

Revanche (Gotz Spielmann) – 6
Gostaria de rever Revanche quando eu estivesse menos sonolento (o motivo desse sono eu não consigo compreender; a noite anterior foi a que eu mais dormi nessa semana). Não que eu tenha dormido durante a sessão, mas em alguns trechos eu tive que travar uma batalha com minhas palpebras, o que desviou a minha atenção de um filme que requer extrema concentração. O estilo de Spielmann é simples, sutil e quase clássico, sempre cortando no lugar certo, mexendo a camera na hora certa e mantendo um ritmo constante. E embora a premissa seja meio batida – é sobre vingança – ela é desenvolvida com bom gosto e inteligência (hoje foi o dia de bom gosto e inteligência). Mas eu acredito que mesmo uma experiência totalmente lúcida não ia acabar com a minha suspeita de que o filme poderia ter perdido uns 30 minutos (ou mantido um ritmo levemente mais veloz) sem nenhum problema.

The National @ Tim Festival
Eu não tenho tempo o suficiente agora para descrever a experiência; vou deixar isso para um post na terça ou quarta-feira, quando eu tiver voltado pra casa. Mas eles tocaram pra caralho, a voz do Matt tava macia como a bunda de um bebê francês, o set list foi bastante satisfatório, “Baby We’ll Be Fine” destruiu meu coração, eu fiquei rouco de gritar e nós (eu e amigos) passamos uns 25 minutos em total falando com membros da banda (e sim, tirando fotos). Nada mal.

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Tim Festival

Postado por Fabiano Ristow

Neste dia pós-show do The National, eu me sinto como se tivesse terminado um namoro, ou como se tivesse apaixonado. Existe algo de extraordinário existindo, mas não posso (mais) tê-lo. Foi perfeito.

Já tem reviews do show espalhados pela internet, portanto só vou mencionar algumas curiosidades.

Em Slow Show, houve um problema com as caixas de som que forçou a banda a parar de tocar. Quando tudo se normalizou, foi o microfone do Matt que não funcionava. A platéia surpreendeu e o socorreu, cantando YOU KNOW I DREAMED ABOUT YOU FOR 29 YEARS BEFORE A SAW YOU a plenos pulmões. Matt não teve escolha a não ser apontar o microfone para a platéia. A banda entrou em êxtase.

Antes do show começar, eu estava no lounge de entrada quando reparo que ele, sim, ele, Matt Berninger, está vindo em minha direção. Tremendo que nem pau de vira tripa, fui em frente:

Eu: Hi. Excuse me. Sorry. We’re huge fans of The National.
Matt: Oh, hi. Nice to meet you.

Tirei foto. E agora estou feliz e apaixonado para sempre.

Perdi quatro quilos quando tocaram Squalor Victoria, na qual guitarras e metais se juntam a um único violino, insuficiente para reproduzir o conjunto de cordas que ouvimos na versão de estúdio. O resultado ficou perfeito, um arranjo crescente que explode num clímax orgasmático.

Setlist:

Start a War
Brainy
Secret Meeting
Baby we’ll be fine
Slow Show
Squalor Victoria
Abel
Racing Like a Pro
Mistaken for Strangers
Ada
Apartment Story
Fake Empire
Mr. November

Eu acho que eles iam terminar em Ada, mas o Matt insistiu umas três vezes para a equipe do Tim Festival os deixarem tocar uma saideira, depois mais outra e depois mais uma. Ele implorava com um dedo indicador balançando na direção dos homens ao fundo do palco que pareciam querer interromper o show. O pedido foi atendido – graças a Deus, porque o desfecho Fake Empire-Mr-November foi indescritível. Talvez o nosso amigo Luis, que vai assistir a eles hoje em São Paulo, possa nos oferecer uma descrição mais precisa para explicar o quão emocionante é vê-los ao vivo.

MGMT foi chato.

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